Minhas tatuagens fazem parte do que eu sou!

Minhas tatuagens fazem parte do que eu sou
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“Comecei a tatuar-me aos 16 anos, no início dos anos 90. Naquela época o preconceito ainda era muito acentuado em relação as pessoas tatuadas. Para mim, morador de uma cidade interiorana, filho de uma família humilde, porém de grandes valores, era uma demonstração de rebeldia, de mostrar para a sociedade que eu era diferente, que eu tinha o direito de ser como eu bem entendesse.

Conforme fui alcançando um nível maior de maturidade, passei a perceber na tatuagem uma maneira de contar minhas histórias, de expressar meus momentos. Através de formas, desenhos e cores, que marcaram trechos importantes de minha vida.

Muitos me diziam: “isso vai te prejudicar profissionalmente”, “tatuagem é coisa de bandido, de maloqueiro, de drogado”, dentre outros adjetivos pejorativos. Mas nunca me importei e segui fazendo aquilo que se tornou meu “vício”! Terminava uma, já queria começar outra, ou muitas vezes, haviam várias começando ao mesmo tempo.

Tenho hoje 40 anos de idade, de uma vida muito bem vivida. Pai de 04 lindos filhos, com formação superior, pós graduação, MBA. Tenho uma carreira profissional consolidada. Nunca usei qualquer tipo de drogas ilícitas e/ou cigarros, mas, até hoje, apesar da “popularização” da tatuagem, em algum momento, ainda recebo adjetivos e apelidos pejorativos. Sigo não me importando com palavras ou atos que denigram o homem honrado que sei que sou.

Poderia ter ido além profissionalmente, em muitas entrevistas de trabalho, notava que meus conhecimentos e experiências deixavam de ser relevantes ao contratante, quando ele notava minhas tatuagens. Mas estou exatamente onde devo estar, isso que importa.

Tatuagem para mim sempre foi muito mais que estética ou estilo, é uma ideologia de vida!

Se vou continuar me tatuando? Sim, com certeza!

A tatuagem sempre me acompanhará, em cada momento especial de minha vida, pois é a minha marca!”

Flávio Miranda (Gerente de Operações) –LHD Indústria de Móveis

 

 

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