Você só descobre seu inimigo após o casamento

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Minhas tentativas de dormir ao lado do meu inimigo após casamento…

Lembranças são algo constante na minha vida, confesso que as boas e as más se misturam em minha mente com alguma freqüência, mas uma em especial não me sai da memória: como era fácil e gostoso dormir. Alguns minutos deitada e lá estava eu, no sono profundo, literalmente dormindo com os anjos.

O tempo passou, infelizmente já não adormeço com tanta facilidade. As primeiras noites mal dormidas foram na faculdade. Festas intermináveis e barulhentas, música alta,   garrafas quebrando e gritos de todas as espécies. Tentei de tudo, companheiros homens de quarto, barulhentos, mulheres, mais barulhentas ainda. Todos viviam como se não houvesse amanhã. Realmente não havia amanhã, pelo menos para mim!

Passados alguns anos, sobrevivi com certa dignidade as noites forçadamente em claro. Foi nesta época que conheci meu marido. Um excelente homem, com quem decidi dividir minha vida, e de todo o tempo que passamos juntos desde o casamento, dois terços sempre foram maravilhosos. O problema é o outro terço do tempo, aquele em que tentamos dormir, juntos, na mesma cama.

Ele ronca, e muuuuito! Mas não é um ronco qualquer, é algo assustador, capaz de afugentar o mesmo urso que atacou Leonardo DiCaprio em “O Regresso”. Faz a casa toda gemer, e não é de ser de prazer! É como um tsunami!

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Tentamos de tudo: todos os remédios possíveis e imagináveis: exames médicos, tiras nasais, testes de apneia do sono, dietas, mudar de posição na cama, travesseiros anti-ronco, e nada funcionou. Nada faz parar a ópera infernal noturna.

Muitas noites, vou confessar aqui para você, passava em claro, planejando como eliminar meu marido. Pensei em veneno, estrangulamento e asfixia, e cada vez era mais difícil controlar meus instintos assassinos. Pensei em remover seu nariz ou em cauterizar de uma vez por todas os meus ouvidos. Precisava, desesperadamente, fazer alguma coisa! Qualquer coisa! Meus instintos animalescos estavam tomado conta, era uma questão de sobrevivência.

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Como colecionado de música, resolvi investir em algo que me deixasse um pouco mais relaxada. Comprei na um coletânea de “Sons da Natureza”. Perdi o sono esperando a entrega, e quando finalmente chegou, segui dia após dia tentando cada um deles:

  • Vento: Não consegui pregar os olhos, e o som do ronco parecia pior!
  • Oceano: Me deixou enjoada, na terceira música já sentia náuseas.
  • Cachoeira: Levantava o tempo todo para fazer xixi.
  • Mata: Tinha sensação que os insetos estavam invadido a casa.
  • Chuva: Este era um misto de sede e mais vontade de fazer xixi.

Nada funcionou, acabei dando a coletânea de presente a para uma amiga, mãe de um recém nascido que não à deixava dormir. Pobre mulher!

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Obviamente, neste processo todo me ocorrera beber, algumas taças a mais poderia certamente me ajudar. Teria que ser todas as noites ou até o final da minha vida, com ou sem fígado. As primeiras tentativas ajudaram um pouco, mas no dia seguinte eu tinha que conviver com o plus: sono e ressaca.

A verdade é que eu ainda conseguia ouvi-lo roncar. Eu literalmente dormia ao lado de um inimigo após o casamento, ele me tirava a tranqüilidade, a beleza e a sanidade. Estava a ponto de abandoná-lo quando sugeri que ele fosse dormir no quarto de hospedes que ficava do lado oposto dos quartos da casa. Nunca o vi tão transtornado, mas era isso ou  a separação. Ele resolveu aceitar.

Agora, finalmente, tudo voltou a ser como era antes da faculdade. Dou-lhe um beijinho de boa noite, volto para meu quarto e alguns minutos depois estou dormindo com os anjos!

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