Cuidado: A inflação pode fazer você engordar!

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A inflação pode fazer você engordar, fique certo disso!

Qualquer pessoa que compra alimentos sabe que é no caixa do mercado que a crise dá as caras. A inflação, a estiagem, os impostos, a importação, a exportação, o dólar, as péssimas condições das estradas, e sem dúvida o repasse de absolutamente todo e qualquer prejuízo dos produtores, dos fabricantes, dos distribuidores, e de toda a cadeia que faz chegar até a prateleira do supermercado os alimentos que diariamente tem seu valor remarcado, seja em grades redes varejistas, ou a quitando do Zé na esquina.

Claro que sabemos que o clima favorece ou não as plantações e colheitas, e quando as safras estão acima do esperado, raramente há qualquer redução dos preços e repasse aos consumidores. E o maior desequilíbrio está recaindo justamente sobre os alimentos frescos (in natura), e isso faz com que os produtos industrializados processados e ultra processados, que tiveram uma alta de preços muito menor que a inflação, passem a ser mais consumidos. Certamente uma excelente oportunidade para as empresas do setor fornecerem seus viciantes “alimentos” ricos em gordura, açucares, sal e calorias. E o nosso cérebro nos recompensa com doses de dopamina cada vez que comemos algo bem calórico e energético. Por isso mesmo basta experimentar qualquer produto processado para ter vontade de repetir.

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Dieta de engorda

Foi  através de uma dieta mais saudável que chegamos com Intensitude, auto-estima e disposição para trabalhar e curtir nossas vidas. Mas com facilidade podemos comprometer e colocar em risco nossa saúde no carrinho do mercado!

Veja alguns exemplos de produtos e aumento de preço desde 1994, após a estabilização da inflação com Plano Real – os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística):

  • Hortaliças, aumento de 519% a 770%,
  • Alface 946%,
  • Contra-filé 710%.

Dentre dezenas de outros produtos, enquanto os “alimentos” industrializados ficaram relativamente mais baratos 425,86%. Biscoitos, chocolates, refrigerantes registraram aumentos levemente acima da inflação: 465%.

O perigo maior em abrir mão de produtos in natura, mais saudáveis, por outros extremamente prejudiciais a sua saúde pode ser constatado na balança, o aumento do seu peso. Olhamos ao redor e vemos uma epidemia de sobrepeso entre todas as idades, porque muitos dos produtos industrializados tem ingredientes como sódio e açúcares que os tornam “agradáveis”, mas em quantidades muito acima do necessário.

Portanto, quanto mais a economia ou recessão cresce, maior fica a nossa cintura. Em meados dos anos 70, quando o IBGE mediu pela primeira vez o peso da população, 24% dos brasileiros estava acima do peso. Hoje são 50%.

Comer um filé de frango grelhado não é o mesmo que consumir nuggets, que tem em sua composição: frango, água, maisena modificada, sal, glicose, ácido cítrico, caldo de galinha, fosfato de sódio, antiespumante, dimetilpolissiloxano, óleo hidrogenado de soja com antioxidante TBHQ, isso agregado a mais 26 ingredientes!

No Brasil, a qualidade de muitos desses alimentos é ainda pior que a dos produzidos na Europa. Uma avaliação da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) mostra que maionese, iogurte e sorvete vendidos aqui têm maior quantidade de açúcar, corantes com potencial alergênico e aditivos que os mesmos produtos das mesmas marcas comercializados na Europa.

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Masterchef na vida real

Com tantos programas na televisão com chefs, apresentadores, atores, e até crianças cozinhando, passamos mais tempo assistindo, que cozinhando a nossa própria comida.

Precisamos estar atentos as nossos objetivos, e consumir alimentos que favoreçam nossa saúde, prazer e energia.

Não é necessário seguir a pirâmide alimentar (aquela que aprendemos na escola), ou ficar pensando na quantidade de calorias cada vez vai comer algo. O segredo é simples: mais comida verde e menos processada e ultra processada.

Diminuir a quantidade de alimentos ultra processados no cardápio já é um começo para se tornar-se mais saudável. Mas é preciso também maneirar na quantidade de sal, gordura e açúcar que são adicionados nas preparações feitas em casa.

Opte sempre que possível pelo consumo de água, leite e frutas no lugar de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados. Jamais troque comida feita na hora (caldos, sopas, saladas, molhos, arroz e feijão, macarronada, refogados de legumes e verduras) por produtos que dispensam preparação culinária (sopas “de pacote”, macarrão “instantâneo”, pratos congelados prontos, sanduíches, frios e embutidos, maioneses e molhos industrializados, misturas prontas para tortas); e fique com sobremesas caseiras, dispensando as industrializadas.

Obviamente vai pesar pouco mais no seu bolso as sensatas escolhas dos alimentos in natura no caixa do supermercado, mas a economia com os quilos a mais, que normalmente traz uma série de doenças crônicas, certamente compensará aos gastos assustadoramente mais altos em consultas, exames e remédios no futuro bem próximo.

Diga pra gente o que vem substituindo no supermercado?

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