Como eu Aprendi a Andar de Bicicleta aos 50 anos

Como eu Aprendi a Andar de Bicicleta aos 50 anos
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Como andar de bicicleta mudou toda a minha minha vida!

Fazer uma lista de objetivos no ano novo é algo comum na vida de qualquer pessoa, mas o meu caso era especial, afinal de contas, o ano que começava seria aquele em que completaria 50 anos. Meio século de existência! E uma data importante, exigia novas idéias, e foi o que fiz.

No primeiro dia do ano, folheei a agenda e fui até o dia do meu aniversário, lá fiz uma lista de 50 coisas que sempre quis fazer, como mergulhar, surfar, visitar velhos amigos e abrir minha própria empresa.

Mas o tempo voa, e com os compromissos acabei deixando a lista de lado. Em meados de Abril, quase sem querer, reencontrei a lista e resolvi que era hora de começar a realizar ao menos algumas das resoluções de Ano Novo, e optei por começar com algo simples, relativamente fácil e totalmente possível: andar de bicicleta.

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Fácil, como andar de bicicleta?!

Essa expressão, tão comum e usual, nunca fez sentido para mim, afinal, eu nunca aprendi a andar de bicicleta. Durante a infância, nem lembro mais o motivo que me fez desistir, já que todas as crianças da minha idade vivenciaram por esse verdadeiro rito de passagem.

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Com o passar dos anos, uma sequência infinita de desculpas acabou deixando a questão de lado. Eu não tinha quem me ensinasse, a cidade em que vivo é uma metrópole perigosa e com muito trânsito, falta espaço na minha casa para guardar uma bicicleta, e assim por diante.

Mas, aquela lista, com um círculo vermelho ao redor de “Aprender a andar de bicicleta”, e a aproximação do meu aniversário, me fizeram deixar de lado todas as desculpas esfarrapadas e tomar uma atitude. A primeira delas é encontrar, discretamente, um instrutor de ciclismo para adultos.

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Minha primeira vez, quer dizer, aula

Por sorte, encontrei um instrutor muito gentil e discreto, que não quis saber dos motivos de uma pessoa adulta não saber andar de bicicleta. A noite anterior ao primeiro encontro foi terrível: perdi o sono, pensei em desistir inúmeras vezes e em dezenas de desculpas para ligar e cancelar a temida aula. Acabei adormecendo e acordei poucos minutos antes do horário marcado, portanto, não havia mais como escapar.

A bicicleta não parecia adequada ao meu tamanho, mas minha pouca experiência no assunto fez com que aceitasse as condições. Ao menos, a bike não tinha rodinhas.

Comecei temendo cair, mas surpreendentemente consegui dar as primeiras pedaladas com certa estabilidade, com o instrutor segurando a bicicleta. A confiança foi aumentando, quando percebi que, alguns metros depois, eu estava andando sem ajuda! Foi um momento mágico! Depois de 50 anos, eu finalmente estava andando de bicicleta!

Mas a alegria durou apenas até a primeira curva, já que na hora de inclinar o guidão para mudar a trajetória, toda a estabilidade inicial desapareceu, e perdi o controle. Nesse momento descobri uma grande habilidade: a de pular da bicicleta antes do tombo se concretizar. Ao invés de usar os freios e colocar os pés no chão, como qualquer criança faria, eu saltava da bicicleta.

As aulas seguiram, e meu processo de evolução era muito lento. Quase desisti, até que meu instrutor veio com uma novidade: ele me disse para relaxar e me distrair, tentar assoviar ou cantar alguma canção enquanto pedalava. Foi o segredo que faltava!

A tática de cantar enquanto pedalava funcionou, embora não tenha evitado mais alguns tombos, aliás, tombos não, porque eu seguia saltando da bicicleta antes disso, mas aos poucos, eu já me arriscava em perigosas voltas no quarteirão!

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Um desejo que se tornou um hábito

É claro que não me tornarei um ciclista profissional, com uma super bike incrementada e com roupas de lycra colorida, mas o ciclismo passou a fazer parte da minha rotina.

Hoje em dia aproveito os benefícios que o exercício me traz, descobri que posso superar desafios, e aguardo com ansiedade o amanhecer de um novo dia para poder pegar minha bicicleta e rodar por ai, ainda cantando. E de quebra, cumpri ao menos um dos itens da minha lista de resoluções!

Rogerio Souza – 50 anos.

Conheça a Bike Anjo: uma rede de ciclistas apaixonados pela bicicleta que promove, mobiliza e ajuda pessoas a começarem a utilizar esse veículo nas cidades.

http://bikeanjo.org

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