Como a idade transforma a felicidade

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Minha atitude é a grande responsável pela minha felicidade.

Como a Ana costuma dizer aqui no Intensitude – “Vivendo neste mundo já a algumas décadas”, começamos a entender o valor de ter atitude. Claro que muitas coisas não estão sob o meu controle, mas como eu reajo e lido com os imprevistos, assumindo uma perspectiva otimista de vida, faz tudo ficar mais fácil.

A idade faz com que tenhamos que repensar algumas coisas. Incrível como podia passar dia inteiro no trabalho, voltar para casa , brincar com as crianças, ajudar no jantar, nas lições de casa e colocá-las na cama. Muitas vezes revezando durante noite para cuidar de uma ou outra que estavam resfriadas ou com as tais viroses. E quando saravam, passavam a doença para nós.

Éramos heróis e nem percebíamos!

Agora, cada decisão tem de ser avaliada. Já não consigo arrumar a garagem em um só dia, ou mudar um cômodo inteiro de lugar, sozinho. Minhas atividades agora exigem um pouco de moderação, mas estou descobrindo maneiras de me adaptar. Sinto que a felicidade é muito mais simples a medida que envelheço.

Minhas experiências, fizeram-me mais tolerante. As pequenas coisas que me irritavam já não me incomodam tanto. Se estou preso no trânsito, tenho que aceitar o fato de que só poderei ir tão rápido quanto o carro na minha frente. Afinal, não tenho nenhum controle sobre isso.

Quando mais jovem, muitas vezes ficava irritado quando em um bom restaurante, me deliciando com toda atmosfera do lugar, ouvia gritos infelizes de crianças. Me perguntava por que os pais não podiam controlar seu filhos? Mas foi criando meus próprios filhos que me tornei mais tolerante, agora sou uma pessoa diferente, e aprecio o esforço dos pais na educação dos seus filhos.

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Também estou aprendendo a esquecer um pouco meus próprios problemas,  passei a me preocupar pouco mais com os outros, em dar algum apoio, compreensão e ser menos crítico. Colaborar para uma causa me trouxe grandes benefícios, e me fez perceber o quão pequenos são meus problemas. Mais uma vez, sinto a felicidade de uma maneira que desconhecia.

Sabe o que é melhor? Estou aprendendo a viver em um ritmo menos acelerado. É  impressionante tudo o que você vê e experimenta quanto tem um pouco mais de maturidade.

Ricardo Antonio, 52 anos

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